Dicas dos especialistas

 

Gravidez de alto risco: como prevenir?

  • Especialista orienta futuras mamães sobre os cuidados que podem evitar complicações na gestação.

 

 

Um momento de grandes transformações para a mulher e também para todos aqueles que estão ao seu redor. É assim durante a gravidez.  Às vezes, a realização de um sonho antigo. Outras, uma linda surpresa. Contudo, uma complicação também pode estar por vir: a chamada gravidez de alto risco, que atinge muitas mulheres, mas pode ser evitada em diferentes situações.

Dra. Daniele Peev, médica ginecologista do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP), fala sobre o assunto. “É importante entender que toda gestação oferece riscos. Nos casos em que a gestante e o feto não apresentam nenhum problema, ela é classificada de risco habitual. Mas, se há algo errado com qualquer um dos dois, por menor que seja, recebe o rótulo de alto risco”, esclarece.

São consideradas de alto risco as gestações em que se identificam doenças maternais já existentes ou adquiridas durante a gravidez, podendo colocar em risco a vida materna e/ou fetal. São inúmeros fatores que podem levar a isso, variando de paciente para paciente. Os motivos podem ser divididos em três categorias: doenças maternas, fetais ou a associação das causas materno-fetais.

No primeiro grupo, estão as condições relacionadas às doenças na mãe, que são: cardíacas, tireoidianas, pulmonares, infecciosas, diabetes, hipertensão, idade muito avançada ou muito jovem, dentre outras. Já, as causas fetais incluem malformações congênitas, anormalidades cromossômicas, gestações múltiplas, infecções e prematuridade. Por fim, as causas materno-fetais são muitas, dentre elas: a insuficiência istmocervical (IIC), que é uma doença em que há uma falha no sistema oclusivo do útero e determina abortos e partos prematuros e a pré-eclâmpsia, que se caracteriza por ser um distúrbio da pressão arterial que, geralmente, ocorre após a 20semana de gestação, podendo ser moderada ou grave.

A boa notícia é que existem formas de se prevenir ou diminuir as chances de uma gravidez de alto risco. “A prevenção deve ter feita por meio da avaliação e orientação pré-concepcional das pacientes que estão em idade fértil. Toda gravidez deve ter cuidados para com a mãe e o feto, mas as de alto risco requerem uma atenção especial. Alguns cuidados específicos são: não ter uma idade avançada ou não ser muito jovem ao engravidar e a suspensão do consumo de álcool, cigarros, drogas ou medicamentos que possam causar efeitos nocivos sobre o feto”, explica a médica.

Além da prevenção, o médico ginecologista e a futura mamãe devem se atentar a sintomas que podem indicar uma gravidez de alto risco, dentre eles: localização e intensidade de dores, sangramentos e anormalidades nos batimentos cardíacos. “É importante estar sempre atenta a qualquer indício de complicação. Sempre levar tudo em consideração, estar em dia com os exames e tomar todos os cuidados para que a gestação aconteça da forma mais tranquila possível, prezando sempre pela saúde da mãe e pelo desenvolvimento saudável do bebê. Por isso, sempre que houver qualquer anomalia, a gestante deve imediatamente procurar um médico”, orienta Dra. Daniele.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site: www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose. O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, no Centro.

Trabalhadores expostos a ruídos elevados sem proteção colocam a audição em risco

 Médico do trabalho e otorrinolaringologista fala sobre o uso de equipamentos de proteção e dos exames necessários para acompanhamento da saúde auditiva dos colaboradores.

 

 

 Trabalhadores da indústria, construção civil, motoristas de ônibus, cabeleireiros e qualquer outro que esteja constantemente exposto a ruídos acima de 85 decibéis e que não protejam a audição estão correndo risco eminente de desenvolver a perda auditiva. Segundo a SBO (Sociedade Brasileira de Otologia), cerca de 30% dos casos de surdez parcial ocorrem como consequência da exposição prolongada ao ruído, como acontece com esses profissionais.

Dr. Rafael Benavides, médico do trabalho e otorrinolaringologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), explica que, para evitar que o trabalhador perca a audição, é fundamental que seja feito o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como os protetores auriculares. “Os protetores auriculares abafam os sons, o que diminui a potência e o risco de dano auditivo, pois os ruídos chegam com menor intensidade ao ouvido interno”, explica.

No entanto, para que a proteção seja efetiva, é preciso se atentar para uma série de detalhes, como a presença do selo do Inmetro e a informação de que o acessório está em conformidade com a Norma Regulamentadora NR-7, que dispõe sobre a saúde ocupacional. “Conferidos esses detalhes, é preciso uma responsabilidade mútua. A empresa é obrigada a fornecer os protetores sem custos ao trabalhador, assim como este é obrigado a utilizá-lo durante todo o tempo em que estiver exposto ao ruído”, afirma. “Qualquer descumprimento pode gerar, além de prejuízos à saúde do colaborador, a possibilidade de ações trabalhistas do funcionário contra a empresa, caso a mesma não forneça o acessório ou da empresa contra o trabalhador, caso o colaborador se recuse a utilizar o protetor durante ao trabalho”, complementa o especialista do Centro Médico São José de Cerquilho.

A principal forma de garantir a segurança, nesses casos, é com o exame de audiometria. “A audiometria é um exame em que a capacidade auditiva é aferida. Quando feita durante o exame admissional, certifica se o trabalhador possui, ou não, algum grau de perda auditiva, antes de iniciar o trabalho naquela empresa. De acordo com a legislação, a audiometria deve ser repetida a cada seis meses, no mínimo, para que a saúde seja acompanhada sempre de perto, garantindo a segurança do trabalhador”, fala o médico.

Caso alguma audiometria apresente alterações e o trabalhador venha a apresentar sintomas, como zumbido, dificuldade em escutar ou entender o que as outras pessoas estão falando, é bem provável que tenha desenvolvido algum grau de perda auditiva. “Caso isso ocorra, é imprescindível consultar um médico do trabalho e um fonoaudiólogo para realização de exames complementares, que irão determinar se a perda é temporária, como as causadas pela fadiga auditiva, ou definitiva”, indica o especialista.

O trabalhador que desenvolve perda auditiva devido à função pode questionar o ocorrido na Justiça, no entanto, isso é apenas um paliativo. “A perda auditiva, assim como qualquer outra deficiência, é um problema de saúde que não pode ser revertido totalmente, independentemente de indenizações. É possível corrigir a surdez com o uso de aparelhos auditivos, no entanto, a audição não será como antes, o que reforça a necessidade de uma relação de seriedade e responsabilidade no trabalho, tanto da empresa, quanto do trabalhador, que jamais deve deixar de utilizar os dispositivos individuais de segurança e fazer os exames ocupacionais periódicos”, conclui Dr. Rafael Benavides.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

NOSSAS UNIDADES  

Cerquilho
Av. Presidente Washington Luiz nº 392 
Centro
phone icon1 (15)3288-4848

 

Tietê
Rua Dos Expedicionários nº 314
Centro
phone icon1 (15)3285-4848

 

Boituva
Rua José Scomparim nº 230
Jardim Hermínia
phone icon1 (15)3263-8282