Dicas dos especialistas

 

Trabalhadores expostos a ruídos elevados sem proteção colocam a audição em risco

 Médico do trabalho e otorrinolaringologista fala sobre o uso de equipamentos de proteção e dos exames necessários para acompanhamento da saúde auditiva dos colaboradores.

 

 

 Trabalhadores da indústria, construção civil, motoristas de ônibus, cabeleireiros e qualquer outro que esteja constantemente exposto a ruídos acima de 85 decibéis e que não protejam a audição estão correndo risco eminente de desenvolver a perda auditiva. Segundo a SBO (Sociedade Brasileira de Otologia), cerca de 30% dos casos de surdez parcial ocorrem como consequência da exposição prolongada ao ruído, como acontece com esses profissionais.

Dr. Rafael Benavides, médico do trabalho e otorrinolaringologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), explica que, para evitar que o trabalhador perca a audição, é fundamental que seja feito o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como os protetores auriculares. “Os protetores auriculares abafam os sons, o que diminui a potência e o risco de dano auditivo, pois os ruídos chegam com menor intensidade ao ouvido interno”, explica.

No entanto, para que a proteção seja efetiva, é preciso se atentar para uma série de detalhes, como a presença do selo do Inmetro e a informação de que o acessório está em conformidade com a Norma Regulamentadora NR-7, que dispõe sobre a saúde ocupacional. “Conferidos esses detalhes, é preciso uma responsabilidade mútua. A empresa é obrigada a fornecer os protetores sem custos ao trabalhador, assim como este é obrigado a utilizá-lo durante todo o tempo em que estiver exposto ao ruído”, afirma. “Qualquer descumprimento pode gerar, além de prejuízos à saúde do colaborador, a possibilidade de ações trabalhistas do funcionário contra a empresa, caso a mesma não forneça o acessório ou da empresa contra o trabalhador, caso o colaborador se recuse a utilizar o protetor durante ao trabalho”, complementa o especialista do Centro Médico São José de Cerquilho.

A principal forma de garantir a segurança, nesses casos, é com o exame de audiometria. “A audiometria é um exame em que a capacidade auditiva é aferida. Quando feita durante o exame admissional, certifica se o trabalhador possui, ou não, algum grau de perda auditiva, antes de iniciar o trabalho naquela empresa. De acordo com a legislação, a audiometria deve ser repetida a cada seis meses, no mínimo, para que a saúde seja acompanhada sempre de perto, garantindo a segurança do trabalhador”, fala o médico.

Caso alguma audiometria apresente alterações e o trabalhador venha a apresentar sintomas, como zumbido, dificuldade em escutar ou entender o que as outras pessoas estão falando, é bem provável que tenha desenvolvido algum grau de perda auditiva. “Caso isso ocorra, é imprescindível consultar um médico do trabalho e um fonoaudiólogo para realização de exames complementares, que irão determinar se a perda é temporária, como as causadas pela fadiga auditiva, ou definitiva”, indica o especialista.

O trabalhador que desenvolve perda auditiva devido à função pode questionar o ocorrido na Justiça, no entanto, isso é apenas um paliativo. “A perda auditiva, assim como qualquer outra deficiência, é um problema de saúde que não pode ser revertido totalmente, independentemente de indenizações. É possível corrigir a surdez com o uso de aparelhos auditivos, no entanto, a audição não será como antes, o que reforça a necessidade de uma relação de seriedade e responsabilidade no trabalho, tanto da empresa, quanto do trabalhador, que jamais deve deixar de utilizar os dispositivos individuais de segurança e fazer os exames ocupacionais periódicos”, conclui Dr. Rafael Benavides.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

Saiba o que fazer quando o ouvido não para de coçar

  • Coçar os ouvidos com objetos pode provocar lesões e surdez; médica otorrinolaringologista detalha causas da coceira e fala sobre o tratamento do sintoma.

 

Quem nunca se deparou coçando os ouvidos que atire a primeira pedra! Ou melhor, atire o objeto utilizado para coçar, que pode incluir hastes de algodão (cotonetes), tampa de caneta, grampo de cabelo, chaves do carro e toda sorte de objeto que caiba no canal auditivo e sirva para aliviar a coceira.

O hábito, embora seja até prazeroso para algumas pessoas, é extremamente perigoso, pois pode provocar lesões com potencial para, até mesmo, causar surdez, conforme explica Dra. Annie Gomes, médica otorrinolaringologista do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP). “Ao coçar os ouvidos com objetos, são grandes as chances de provocar ferimentos no canal auditivo e na membrana timpânica, por isso, recomendo sempre abolir totalmente a prática”, afirma.

A perfuração do tímpano pode ser pequena e cicatrizar sozinha, mas também pode ser grande e exigir cirurgias reconstrutivas, que nem sempre são bem-sucedidas, além de deixa o caminho aberto para a entrada de microrganismos que podem infeccionar o ouvido interno e provocar surdez. “Também podem ocorrer ferimentos menos graves, como um arranhão na pele interna do ouvido, o que também demanda acompanhamento para prevenção de mais complicações”, aconselha a especialista

Deixar de coçar é a solução óbvia para não correr riscos desnecessários, no entanto, é preciso saber que, a coceira é o sintoma de que alguma coisa de errada está acontecendo nos ouvidos, principalmente quando acompanhada de vermelhidão, descamação, dor, secreções e/ou sensação de ouvido úmido ou entupido. “Esses sintomas podem ser sinal de dermatites (inflamações na pele dos ouvidos), otites fúngicas (infecções causadas por fungos) ou excesso de cerume no ouvido”, elenca a médica

O diagnóstico da causa da coceira é clínico, ou seja, com base no histórico do paciente e características dos sintomas relacionados, o médico otorrinolaringologista consegue determinar o que está causando o desconforto e orientar o melhor tratamento. “As dermatites podem ser tratadas com pomadas ou gotas otológicas a base de cortisona. As otites fúngicas costumam desaparecer com cortisona, associada a anti-inflamatórios e antifúngicos. O excesso de cerume pode ser removido para alívio da coceira, enfim, cada causa demanda uma ação diferente”, detalha a otorrinolaringologista.

Idosos e pessoas com doenças dermatológicas são mais suscetíveis às doenças dermatológicas que provocam coceira nos ouvidos, devendo redobrar a atenção. “Secar bem os ouvidos após o banho, com a ponta da toalha e evitar introduzir as hastes flexíveis com ponta de algodão (cotonetes), também é importante para prevenir os casos de coceira e lesões nos ouvidos. Também é imprescindível ir ao médico sempre que surgirem sintomas do tipo”, conclui Dra. Annie Gomes. O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo sitewww.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

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