Dicas dos especialistas

 

Perguntas e respostas sobre menopausa 

  • Ginecologista fala sobre mudanças hormonais, de comportamento, relações familiares e cuidados com a saúde da mulher nessa fase.

 Por volta dos quarenta anos de idade, a maioria das mulheres deve começar a se preparar para um momento de mudanças no corpo, pois está próximo o período da menopausa, em que elas deixam de menstruar, encerrando a fase reprodutiva. Estar pronta emocionalmente para este momento faz toda diferença na saúde e qualidade de vida nessa nova fase da vida, repleta de mudanças.

 E, como em toda novidade, é comum surgirem várias dúvidas sobre como será daquele momento em diante. Por isso, Dra. Daniele Peev, médica ginecologista e obstetra do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), elencou as principais perguntas feitas pelas mulheres durante suas consultas periódicas e detalhou as respostas. Confira:

Como sei que estou na menopausa? A menopausa começa a contar a partir da última menstruação. É considerado que a mulher entrou na menopausa depois de decorrido um ano completo do último período menstrual.

Quais os primeiros sinais? O período chamado de climatério, que antecede a menopausa, pode ocorrer entre os 45 e 55 anos. Nesta fase, começam as mudanças hormonais, devido à diminuição da produção dessas substâncias pelos ovários. Dentre os principais sintomas, estão: ondas de calor no pescoço, face e peito; alterações físicas na vulva, vagina, uretra e bexiga; desconforto durante relações sexuais; irritabilidade, depressão, descontrole do colesterol e mudanças na pele e nas formas do corpo.

Como tornar os sintomas mais amenos? Por meio de tratamento medicamentoso, mudanças de estilo de vida, readequação na dieta e prática regular de exercícios físicos.

Pode ocorrer menopausa precoce ou tardia? Algumas mulheres podem começar a apresentar os sinais de menopausa logo aos 35 ou 40 anos, assim como algumas podem passar dos 55 e continuar menstruando. Ambas as situações fogem do normal e podem estar associadas a problemas hormonais, por isto devem ser investigadas pelo ginecologista, para evitar surpresas negativas e tratar qualquer problema precocemente.

Preciso continuar indo ao ginecologista? A mulher na menopausa deve continuar indo normalmente ao ginecologista e realizar os exames periódicos, a exemplo da mamografia e do ultrassom transvaginal. A partir desse momento, incluímos a densitometria óssea, pois, após a menopausa, há maior chance de surgimento da osteoporose.

Posso parar de tomar anticoncepcionais? Após um ano sem menstruar, é seguro interromper o uso de anticoncepcionais, pois não ocorrerão novas ovulações.

Com a menopausa, mudam os cuidados com a saúde? Mulheres na menopausa têm risco aumentado de doenças cardiovasculares, pois os hormônios produzidos pelos ovários protegem o sistema cardiovascular e, sem eles, aumentam as chances de Acidente Vascular Cerebral (AVC), trombose e infarto, o que exige um acompanhamento preventivo com cardiologista e a realização de exames cardíacos regularmente.

Fonte: Dra. Daniele Peev, médica ginecologista e obstetra do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Dra. Daniele Peev conclui as respostas, deixando uma mensagem para as mulheres que estão receosas com a nova fase. “É um momento realmente delicado. Algumas mulheres entram em depressão e têm sintomas de melancolia. A vida sexual muda e seus parceiros podem sentir isso também. Por isto, é preciso se conscientizar ainda mais sobre a importância de ir ao ginecologista, falar sobre as mudanças, buscar ajuda para contornar esses problemas e não ter medo de enfrentar o novo momento, que exige paciência, consciência e muito amor de toda a família. É preciso dar mais importância ao lazer, cuidar do corpo e da mente, afinal, todas as novidades trazem alterações e essa é apenas mais uma, que, com os cuidados adequados, não traz motivos para tantas preocupações”, encerra.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site:www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose

TOSSE EM CRIANÇAS: sintoma não deve ser ignorado 


● Frio e tempo seco característicos do inverno fazem aumentar incidência da tosse nos pequenos, sinal de doença respiratória que não deve ser negligenciado!


Todos os anos, durante o inverno, aumenta consideravelmente o número de crianças que começam a tossir. É o que observa Dr. Luís Fernando Rubinato, médico pediatra do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP), em seu consultório. “A queda de temperatura do outono e do inverno, época em que o ar também fica mais seco, há um aumento nos quadros de tosse em crianças e, consequentemente na procura por atendimento médico. No caso dos pequenos, principalmente aquelas com menos de dois anos de idade, a preocupação aumenta, pois ainda estão desenvolvendo o sistema imunológico e, com isso, mais vulneráveis a doenças que causam a tosse”, explica.


“A tosse é um dos primeiros sinais de que algo não está bem. É uma reação do corpo para tentar colocar para fora aquilo que está incomodando, como o catarro nas vias aéreas, sendo assim, o sintoma não deve ser ignorado”, orienta o pediatra.


Quando se trata das crianças, é importante redobrar a atenção e procurar atendimento médico especializado, ao notar que a tosse persiste e está associada a sintomas, como: febre, coriza, espirros, desconforto respiratório, dor de cabeça e mal estar, pois pode evoluir com agravamento de quadros respiratórios. “Ao consultar o pediatra, será diagnosticada a causa desses sinais, que pode ser uma gripe, resfriado, sinusites, asma, pneumonia, dentre outros fatores que devem ser avaliados pelo médico”, elenca o especialista.


O tratamento varia de acordo com o motivo causador, que só é diagnosticado com exame físico detalhado e, por vezes, outros exames. “Como as causas da tosse são variadas, os medicamentos igualmente podem variar muito, o que reforça a importância de evitar a automedicação. Muitas pessoas acreditam que qualquer tosse pode ser curada com antitussígenos, o que nem sempre é indicado”, alerta o pediatra do Centro Médico São José.


Dr. Luís Fernando faz, ainda, um importante apelo: “manter as vacinas em dia e utilizar somente os medicamentos indicados pelo pediatra é fundamental”. O especialista complementa as orientações, deixando uma recomendação. “Nesta época do ano, é importante aplicar soro fisiológico nas narinas, diariamente, para manter a hidratação das mucosas e diminuir o risco de irritações. Utilizar nebulizadores para melhorar a umidade do ar e manter a casa bem limpa, assim como roupas e cobertores sem poeira, também são medidas que auxiliam na prevenção da tosse e de doenças respiratórias nas crianças”, conclui Dr. Luís Fernando Rubinato.

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