Dicas dos especialistas

 

Cigarro eletrônico pode causar doenças pulmonares graves

  • Especialista alerta para riscos do chamado Vaper e diz que seu uso também pode deixar o usuário dependente da nicotina. 

Um vilão pouco conhecido. No Brasil, não se fala muito em cigarro eletrônico, mas os casos recentes nos Estados Unidos, onde foram registradas seis mortes e 450 ocorrências de hospitalização por doenças pulmonares graves nos últimos 30 dias, acenderam uma luz de alerta para todos.

O chamado Vaper é um dispositivo eletrônico inventado na China em 2000 e chegando ao mercado em 2004 que foi criado para auxiliar o fumante a deixar o vício, apesar da ausência de estudos científicos que comprovassem sua eficácia e sua segurança.  Ele é alimentado por uma bateria e conta com um cartucho que armazena nicotina líquida, água, substâncias aromatizantes e solventes.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda desses dispositivos eletrônicos. No entanto, já foi registrado no país o primeiro caso de internação com sintomas de doenças pulmonares em decorrência do uso de cigarro eletrônico. “Não há segurança no uso e não existem estudos quanto às possíveis reações provocadas pelos diversos componentes presentes nesses dispositivos, que incluem propilenoglicol, glicerol, formaldeído, acetaldeído, acroleína, compostos orgânicos voláteis, metais pesados, nitrosaminas, além de aromatizantes, como extrato de frutas, baunilha, menta, café ou chocolate. Algumas dessas substâncias já são conhecidas por serem carcinogênicas ou irritantes das vias respiratórias e não foram estudadas na forma como são liberadas pelo cigarro eletrônico”, adverte Dra. Talita Jacon Cezare, médica pneumologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Muito se fala em alternativas para combater o tabagismo e que, segundo a especialista, o dispositivo surgiu como uma dessas opções, assim como o adesivo de nicotina e a goma com nicotina. Entretanto, não há estudos garantindo a eficácia e segurança dele até o presente momento. “Inicialmente, o cigarro eletrônico surgiu como um dispositivo de liberação de nicotina para auxiliar as pessoas no processo de interrupção no uso do cigarro. Porém, diversas marcas foram sendo compradas e comercializadas pela indústria do tabaco, sem que houvesse estudos que comprovassem o real benefício desse dispositivo em comparação com os tratamentos já existentes”, elucida a médica.

A especialista ainda diz que o cigarro eletrônico não traz benefício algum à saúde, muito pelo contrário, pode ocasionar prejuízos. “Não há indicação atual de se utilizar o cigarro eletrônico como alternativa ao cigarro convencional, visando diminuição dos riscos à saúde e nem como tratamento para cessar o tabagismo. Como contém nicotina, a utilização prolongada do eletrônico pode perpetuar a dependência à nicotina ou estimular sua iniciação, especialmente em adolescentes”, conclui.

Dia do Médico: doutores contam como é a experiência de trabalhar com uma profissão tão desafiadora

  • Uma das carreiras mais antigas e respeitadas do mundo é lembrada em 18 de outubro; Especialistas do CMSJ comentam sobre a vocação de cuidar das pessoas e os desafios da área.

O nosso primeiro contato com um ser humano, assim que deixamos o útero, é com um médico. São eles os responsáveis por cuidar de saúde humana, seja diagnosticando, prevenindo ou tratando de doenças.

Uma profissão nobre, que tem como base o cuidado com o outro. Mas, afinal, o que leva alguém a escolher trilhar esse caminho tão desafiador? “Escolhi essa profissão porque sempre pensei em ajudar o próximo, visando à saúde e ao bem-estar das pessoas. A premissa básica é priorizar a vida do paciente”, conta Dra. Camila Gagliardi Walter, médica endocrinologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Ingressar na medicina é difícil. Os vestibulares são os mais concorridos e, uma vez na universidade, os desafios continuam. São anos estudando muito, adquirindo cada vez mais conhecimento e isso se arrasta pela vida toda. É uma profissão que exige que o profissional se atualize constantemente. “Precisamos sempre estar atentos às inovações e mudanças. Com o avanço da tecnologia e todos os estudos na área, é necessário se atualizar e, até mesmo, se reinventar. Pensando sempre no melhor para o paciente, devemos ser excelentes profissionais, os mais capacitados, para oferecer o melhor tratamento”, comenta Dr. Luís Fernando Rubinato, médico pediatra do Centro Médico São José de Cerquilho.

Apesar dos desafios encontrados no caminho, é um trabalho muito gratificante e que deixa marcas positivas para sempre. “O que me motiva a continuar médico, depois de 25 anos de formado, é o dia a dia. Vencer as batalhas e ver as pessoas andando bem, recuperadas. O desafio de se atualizar, de melhorar, tudo isso faz a diferença. A melhor parte da medicina é ouvir um ‘obrigado’, é receber o abraço dos pacientes. Sem dúvida, isso é o mais gratificante, ver as pessoas melhorarem e fazer o bem”, diz Dr. Mauricio Mod, especialista em cirurgia do joelho e responsável técnico do Centro Médico São José de Cerquilho.

Em todas as profissões existem dificuldades e é normal a motivação ir diminuindo. Entretanto, na medicina, onde o preparo psicológico é ainda mais exigido, é necessário estar sempre alerta e não se deixar abater. “Ser médica é uma profissão que exige muito, tanto fisicamente, quanto mentalmente. Por isso, nós, médicos, devemos sempre estar muito bem preparados psicologicamente. Afinal, estamos lidando com o bem mais precioso de todos: a vida. Temos a parte gratificante, que é ajudar as pessoas, estar presente no momento de maior fragilidade e salvar vidas. Mas, também temos que lidar com a pior parte, que é quando perdemos um paciente”, explica Dra. Camila.

Além disso, os problemas na saúde pública também afetam os profissionais dessa área, que, por vezes, acabam tendo atingida a sua imagem por erros do próprio sistema. “A pior parte da medicina, hoje em dia, é o desafio da globalização, é a falta de relacionamento entre as pessoas. É perder a imagem de ser médico e ser apenas um nome em um livrinho de convênio ou mais um número. Ou, ainda, ser tratado como o reflexo da falência do Estado nos atendimentos públicos. Essa é a pior parte para um médico, porque, infelizmente, nós é que estamos na linha de frente e o paciente acaba confundindo o médico com o sistema de saúde”, fala Dr. Mauricio.

Ademais, novos horizontes estão surgindo e a nova geração de médicos terá que se habituar e aprender a lidar com as transformações tecnológicas. “O maior desafio da profissão é entender e vencer o relacionamento com a tecnologia. Nós temos que tornar a tecnologia nossa aliada e não substituta. Nada substitui o talento, o conhecimento, o toque, examinar os pacientes, escutar o que eles têm para falar, não existe tecnologia que supra tudo isso. Esse é o maior obstáculo para os novos médicos”, avalia o ortopedista.

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