Dicas dos especialistas

 

Medicamentos para emagrecer: tire suas dúvidas!

  • Médica endocrinologista do Centro Médico São José de Cerquilho fala sobre os tipos de substâncias, como elas agem e também sobre os benefícios, contraindicações e perigos da automedicação.

Diariamente, nos deparamos com toda sorte de propaganda na internet, sugerindo o uso de novos produtos ou medicamentos ditos “revolucionários” para a perda de peso. Ao mesmo tempo, também ficamos sabendo de casos de pessoas que tiveram problemas de saúde, devido ao uso de remédios para emagrecer ou que utilizaram essas substâncias para outras finalidades, como estimulantes.

Ainda é comum vermos notícias sobre medicações para emagrecer que foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido aos riscos que oferecem à saúde. Tudo isso acaba gerando um receio em quem precisa desse recurso para recuperar o peso ideal e a qualidade de vida. Mas, afinal, é seguro utilizar esses medicamentos?

Quem responde a essa e outras perguntas frequentes é a Dra. Cecília Nogueira Machado, médica endocrinologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

1)      Afinal, como agem os medicamentos para emagrecer?

São substâncias utilizadas para auxiliar no processo de emagrecimento de pessoas obesas, que não conseguem perder peso por meio da reeducação alimentar e da prática de atividades físicas. Esses medicamentos ajudam a aumentar a adesão dos indivíduos às mudanças nutricionais e comportamentais, devendo sempre estar associados às dietas e exercícios, ou seja, somente o uso do medicamento não proporciona os resultados necessários.

2)      Quais são os medicamentos mais comuns e como eles agem?

Há quatro tipos de medicamentos aprovados pela Anvisa para o tratamento da obesidade. São eles: Liraglutida, Lorcaserina, Orlistate e Sibutramina. Cada um funciona de uma forma diferente. A Liraglutida age na regulação da fome, além de diminuir a velocidade de esvaziamento do estômago e gerar mais saciedade. A Lorcaserina atua aumentando a saciedade. O Orlistate influencia diretamente no trato gastrintestinal, reduzindo a absorção de gorduras ingeridas na dieta. A Sibutramina também age no sistema nervoso central e leva ao aumento da saciedade.

3)      Em quais situações são indicados esses remédios?

São indicados para pessoas com obesidade, ou seja, índice de massa corporal (IMC) igual ou maior a 30 kg/m2 ou pessoas com IMC igual ou maior que 27 kg/m2 que apresentem alguma doença associada à obesidade, por exemplo: hipertensão arterial, diabetes tipo 2 ou colesterol elevado. Visto que, cada medicamento age de uma maneira diferente no organismo, é preciso identificar a causa da obesidade, que pode ser uma compulsão alimentar, dieta rica em gordura, problemas metabólicos, transtornos emocionais, dentre outras, para, então, se possível indicar a medicação com maior potencial de efetividade no tratamento. Mas o uso é indicado sempre associado à dieta e atividade física, nunca sozinho.

4)      Quando o medicamento para emagrecer é contraindicado?

As contraindicações variam de medicamento para medicamento. No entanto, a restrição unânime é quando a paciente é gestante ou está amamentando. No caso da Sibutramina, devemos ter cuidado com pessoas hipertensas ou com doenças psiquiátricas, por exemplo. O Orlistate é contraindicado para pessoas com síndrome de má absorção crônica e a Liraglutida não deve ser usada em indivíduos com histórico de carcinoma medular de tireoide ou antecedente de pancreatite.

5)      Remédio para emagrecer é droga? Vicia? Causa riscos à saúde?

Cientificamente, “droga” é qualquer substância que causa alteração no funcionamento do organismo, portanto, todo medicamento é uma droga. Sobre os riscos, até mesmo um sal de fruta para indigestão ou um antigripal, de uso comum, pode causar efeitos colaterais. Com os medicamentos usados para emagrecer, também há um risco, porém, baixo de gerar dependência. Por isto, é importante que seja prescrito por um médico especialista no tratamento da obesidade.

6)      Os remédios para emagrecer são seguros? Por quais motivos eles são malvistos?

Em primeiro lugar, o uso de remédio para emagrecer é malvisto porque muita gente ainda não entende que a obesidade é uma doença crônica, então, acha um absurdo tratar com medicamento algo que poderia ser tratado com algumas mudanças de hábitos de vida. Em segundo lugar, porque, no passado, alguns medicamentos foram banidos por conta dos efeitos colaterais negativos que provocaram, o que gerou repercussão na imprensa e a má fama. Eram substâncias com efeitos completamente diferentes das aprovadas atualmente.

Fonte: Dra. Cecília Nogueira Machado, médica endocrinologista do Centro Médico São José de Cerquilho.

Para concluir, Dra. Cecília reforça a necessidade de sempre consultar um médico especialista e nunca praticar a automedicação. “Remédio para emagrecer é coisa séria. Quando receitado por um médico especialista, os benefícios à saúde são grandes e os riscos baixos, no entanto, ao tomar por conta própria ou comprar sem receita médica, seja em farmácias ou pela internet, as chances de algo dar errado são grandes, por isto, cuide-se com responsabilidade”, encerra.

O Centro Médico São José de Cerquilho fica na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site: www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

 

Vasectomia causa perda de libido e impotência sexual?

  • Muitos homens optam por não fazer o procedimento, pois ainda existem mitos a respeito de possíveis efeitos colaterais.

Casar, ter filhos, formar uma família. Mas, a prioridade da nova geração tem sido outra.

Com o avanço da tecnologia e da medicina, os seres humanos estão vivendo cada vez mais, contudo, se reproduzindo cada vez menos. Segundo estudo realizado, em 2018, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), agência de saúde sexual e reprodutiva da Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa de fecundidade no Brasil é de 1,7 filho por mulher, número abaixo da média mundial, que é de 2,5.

Segundo a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa taxa deve cair mais até 2060, chegando a 1,66 filho por mulher. Este número está diretamente ligado às condições de educação, renda e saúde. Assim sendo, muitos são os motivos que levam os casais a optarem por ter poucos filhos ou não ter nenhum, sendo uma das formas de prevenção definitiva a esterilização masculina, popularmente conhecida como vasectomia.

Dr. Rissi de Souza, médico urologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), explica sobre o procedimento. “A vasectomia é um método para planejamento familiar. Consiste em um pequeno procedimento cirúrgico para esterilização do homem. Destaca-se por ser uma cirurgia simples, pouco invasiva, em que é realizada a ligadura dos canais deferentes, que são os condutos por onde passam os espermatozoides”, detalha o médico.

Após a realização do procedimento, o operado deve respeitar um período determinado pelo médico, antes de ter relações sexuais novamente. Apesar de se tratar de uma cirurgia de baixa complexidade e rápida, levando menos de uma hora, com riscos mínimos, inclusive de complicações no pós-operatório, muitos homens optam por não fazê-la, pois ainda existem muitos mitos acerca do procedimento, tais como perda de libido e, até mesmo, a impotência. “A cirurgia de vasectomia não interfere em nada no desejo sexual, tampouco provoca disfunção erétil ou prejudica o orgasmo masculino. A cirurgia somente evita a passagem dos espermatozoides na relação e tem o único objetivo de impedir uma gravidez não planejada”, esclarece o urologista do Centro Médico São José.

Não há contraindicações médicas para aqueles que desejam realizar a vasectomia, entretanto, existe uma lei no Brasil que impõe condições obrigatórias e critérios a serem cumpridos. De acordo com a Lei n° 9.263/96, é permitida a esterilização voluntária em algumas situações, que são elas: em homens maiores de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos. E, também, em caso de risco à vida ou à saúde da mulher. 

Existe a possibilidade de reversão da cirurgia, mas esse processo é mais difícil. “O importante da cirurgia é a total consciência do homem e da família, que ele se torna infértil, pois, embora exista a possibilidade de reversão, a nova cirurgia consiste em um procedimento mais delicado, sem ter 100% de chance de sucesso, já que o potencial de fertilidade após a vasectomia vai caindo com o tempo”, explica o urologista.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luiz, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site: www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

 

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