Dicas dos especialistas

 

Saiba o que fazer quando o ouvido não para de coçar

  • Coçar os ouvidos com objetos pode provocar lesões e surdez; médica otorrinolaringologista detalha causas da coceira e fala sobre o tratamento do sintoma.

 

Quem nunca se deparou coçando os ouvidos que atire a primeira pedra! Ou melhor, atire o objeto utilizado para coçar, que pode incluir hastes de algodão (cotonetes), tampa de caneta, grampo de cabelo, chaves do carro e toda sorte de objeto que caiba no canal auditivo e sirva para aliviar a coceira.

O hábito, embora seja até prazeroso para algumas pessoas, é extremamente perigoso, pois pode provocar lesões com potencial para, até mesmo, causar surdez, conforme explica Dra. Annie Gomes, médica otorrinolaringologista do Centro Médico São José, de Cerquilho (SP). “Ao coçar os ouvidos com objetos, são grandes as chances de provocar ferimentos no canal auditivo e na membrana timpânica, por isso, recomendo sempre abolir totalmente a prática”, afirma.

A perfuração do tímpano pode ser pequena e cicatrizar sozinha, mas também pode ser grande e exigir cirurgias reconstrutivas, que nem sempre são bem-sucedidas, além de deixa o caminho aberto para a entrada de microrganismos que podem infeccionar o ouvido interno e provocar surdez. “Também podem ocorrer ferimentos menos graves, como um arranhão na pele interna do ouvido, o que também demanda acompanhamento para prevenção de mais complicações”, aconselha a especialista

Deixar de coçar é a solução óbvia para não correr riscos desnecessários, no entanto, é preciso saber que, a coceira é o sintoma de que alguma coisa de errada está acontecendo nos ouvidos, principalmente quando acompanhada de vermelhidão, descamação, dor, secreções e/ou sensação de ouvido úmido ou entupido. “Esses sintomas podem ser sinal de dermatites (inflamações na pele dos ouvidos), otites fúngicas (infecções causadas por fungos) ou excesso de cerume no ouvido”, elenca a médica

O diagnóstico da causa da coceira é clínico, ou seja, com base no histórico do paciente e características dos sintomas relacionados, o médico otorrinolaringologista consegue determinar o que está causando o desconforto e orientar o melhor tratamento. “As dermatites podem ser tratadas com pomadas ou gotas otológicas a base de cortisona. As otites fúngicas costumam desaparecer com cortisona, associada a anti-inflamatórios e antifúngicos. O excesso de cerume pode ser removido para alívio da coceira, enfim, cada causa demanda uma ação diferente”, detalha a otorrinolaringologista.

Idosos e pessoas com doenças dermatológicas são mais suscetíveis às doenças dermatológicas que provocam coceira nos ouvidos, devendo redobrar a atenção. “Secar bem os ouvidos após o banho, com a ponta da toalha e evitar introduzir as hastes flexíveis com ponta de algodão (cotonetes), também é importante para prevenir os casos de coceira e lesões nos ouvidos. Também é imprescindível ir ao médico sempre que surgirem sintomas do tipo”, conclui Dra. Annie Gomes. O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo sitewww.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

Perguntas e respostas sobre menopausa 

  • Ginecologista fala sobre mudanças hormonais, de comportamento, relações familiares e cuidados com a saúde da mulher nessa fase.

 Por volta dos quarenta anos de idade, a maioria das mulheres deve começar a se preparar para um momento de mudanças no corpo, pois está próximo o período da menopausa, em que elas deixam de menstruar, encerrando a fase reprodutiva. Estar pronta emocionalmente para este momento faz toda diferença na saúde e qualidade de vida nessa nova fase da vida, repleta de mudanças.

 E, como em toda novidade, é comum surgirem várias dúvidas sobre como será daquele momento em diante. Por isso, Dra. Daniele Peev, médica ginecologista e obstetra do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), elencou as principais perguntas feitas pelas mulheres durante suas consultas periódicas e detalhou as respostas. Confira:

Como sei que estou na menopausa? A menopausa começa a contar a partir da última menstruação. É considerado que a mulher entrou na menopausa depois de decorrido um ano completo do último período menstrual.

Quais os primeiros sinais? O período chamado de climatério, que antecede a menopausa, pode ocorrer entre os 45 e 55 anos. Nesta fase, começam as mudanças hormonais, devido à diminuição da produção dessas substâncias pelos ovários. Dentre os principais sintomas, estão: ondas de calor no pescoço, face e peito; alterações físicas na vulva, vagina, uretra e bexiga; desconforto durante relações sexuais; irritabilidade, depressão, descontrole do colesterol e mudanças na pele e nas formas do corpo.

Como tornar os sintomas mais amenos? Por meio de tratamento medicamentoso, mudanças de estilo de vida, readequação na dieta e prática regular de exercícios físicos.

Pode ocorrer menopausa precoce ou tardia? Algumas mulheres podem começar a apresentar os sinais de menopausa logo aos 35 ou 40 anos, assim como algumas podem passar dos 55 e continuar menstruando. Ambas as situações fogem do normal e podem estar associadas a problemas hormonais, por isto devem ser investigadas pelo ginecologista, para evitar surpresas negativas e tratar qualquer problema precocemente.

Preciso continuar indo ao ginecologista? A mulher na menopausa deve continuar indo normalmente ao ginecologista e realizar os exames periódicos, a exemplo da mamografia e do ultrassom transvaginal. A partir desse momento, incluímos a densitometria óssea, pois, após a menopausa, há maior chance de surgimento da osteoporose.

Posso parar de tomar anticoncepcionais? Após um ano sem menstruar, é seguro interromper o uso de anticoncepcionais, pois não ocorrerão novas ovulações.

Com a menopausa, mudam os cuidados com a saúde? Mulheres na menopausa têm risco aumentado de doenças cardiovasculares, pois os hormônios produzidos pelos ovários protegem o sistema cardiovascular e, sem eles, aumentam as chances de Acidente Vascular Cerebral (AVC), trombose e infarto, o que exige um acompanhamento preventivo com cardiologista e a realização de exames cardíacos regularmente.

Fonte: Dra. Daniele Peev, médica ginecologista e obstetra do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Dra. Daniele Peev conclui as respostas, deixando uma mensagem para as mulheres que estão receosas com a nova fase. “É um momento realmente delicado. Algumas mulheres entram em depressão e têm sintomas de melancolia. A vida sexual muda e seus parceiros podem sentir isso também. Por isto, é preciso se conscientizar ainda mais sobre a importância de ir ao ginecologista, falar sobre as mudanças, buscar ajuda para contornar esses problemas e não ter medo de enfrentar o novo momento, que exige paciência, consciência e muito amor de toda a família. É preciso dar mais importância ao lazer, cuidar do corpo e da mente, afinal, todas as novidades trazem alterações e essa é apenas mais uma, que, com os cuidados adequados, não traz motivos para tantas preocupações”, encerra.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site:www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose

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