Dicas dos especialistas

 

Semana do Combate à Osteoporose: doença silenciosa atinge mais de 10 milhões de brasileiros

  • Especialista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP) alerta para a importância da prevenção, que deve acontecer desde a infância.

Envelhecer de forma saudável, sem sentir o peso da idade e sem dores, é o sonho de todas as pessoas. Mas, como atingir essa meta? É possível ter ossos fortes a vida toda?

Existe uma doença que deixa os ossos mais finos e frágeis na terceira idade, a chamada osteoporose.  Acontece que os cuidados para prevenir esse problema devem começar ainda nos primeiros anos de vida. “Quase como um sinônimo da terceira idade e muito mais frequente em mulheres, a osteoporose não se limita nem à essa faixa etária, nem ao sexo feminino. Apesar de ser bastante caracterizada pelo envelhecimento natural dos ossos e, por isso, ser mais comum em idosos, a doença pode surgir mesmo antes da fase adulta. A prevenção é muito importante para garantir uma vida toda saudável”, explica Dr. Francisco Meirelles Junqueira, médico ortopedista geral e pediátrico, especialista em traumas e desenvolvimento ortopédico em crianças e adolescentes do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Segundo a Federação Internacional de Osteoporose (IOF – International Osteoporosis Foundation), aproximadamente 10 milhões de brasileiros convivem com essa doença. A cada três pacientes que sofrem uma fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% das pessoas com idade acima de 65 anos apresentam níveis abaixo do normal de vitamina D, que é essencial para a renovação óssea. “A osteoporose é uma doença que enfraquece a massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e, consequentemente, as fraturas acontecem com mais facilidade e maior frequência. Ainda que a fragilização dos ossos com o passar dos anos seja inevitável, é possível minimizar os danos desse processo”, diz o especialista.

Para conscientizar a população a respeito dos riscos da doença e da importância da prevenção, foi escolhido o dia 20 de outubro como data mundial do combate à osteoporose. O médico ortopedista do Centro Médico São José ainda dá dicas de como manter uma vida saudável e, por consequência, prevenir essa e outras doenças. “Para prevenir a osteoporose, é fundamental a ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, ter uma exposição ao sol moderada e praticar atividades físicas regularmente. Sempre lembrando da importância de se alimentar bem desde cedo, para que no futuro não se tenha problemas como esse”, completa Dr. Francisco.

Cigarro eletrônico pode causar doenças pulmonares graves

  • Especialista alerta para riscos do chamado Vaper e diz que seu uso também pode deixar o usuário dependente da nicotina. 

Um vilão pouco conhecido. No Brasil, não se fala muito em cigarro eletrônico, mas os casos recentes nos Estados Unidos, onde foram registradas seis mortes e 450 ocorrências de hospitalização por doenças pulmonares graves nos últimos 30 dias, acenderam uma luz de alerta para todos.

O chamado Vaper é um dispositivo eletrônico inventado na China em 2000 e chegando ao mercado em 2004 que foi criado para auxiliar o fumante a deixar o vício, apesar da ausência de estudos científicos que comprovassem sua eficácia e sua segurança.  Ele é alimentado por uma bateria e conta com um cartucho que armazena nicotina líquida, água, substâncias aromatizantes e solventes.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda desses dispositivos eletrônicos. No entanto, já foi registrado no país o primeiro caso de internação com sintomas de doenças pulmonares em decorrência do uso de cigarro eletrônico. “Não há segurança no uso e não existem estudos quanto às possíveis reações provocadas pelos diversos componentes presentes nesses dispositivos, que incluem propilenoglicol, glicerol, formaldeído, acetaldeído, acroleína, compostos orgânicos voláteis, metais pesados, nitrosaminas, além de aromatizantes, como extrato de frutas, baunilha, menta, café ou chocolate. Algumas dessas substâncias já são conhecidas por serem carcinogênicas ou irritantes das vias respiratórias e não foram estudadas na forma como são liberadas pelo cigarro eletrônico”, adverte Dra. Talita Jacon Cezare, médica pneumologista do Centro Médico São José de Cerquilho (SP).

Muito se fala em alternativas para combater o tabagismo e que, segundo a especialista, o dispositivo surgiu como uma dessas opções, assim como o adesivo de nicotina e a goma com nicotina. Entretanto, não há estudos garantindo a eficácia e segurança dele até o presente momento. “Inicialmente, o cigarro eletrônico surgiu como um dispositivo de liberação de nicotina para auxiliar as pessoas no processo de interrupção no uso do cigarro. Porém, diversas marcas foram sendo compradas e comercializadas pela indústria do tabaco, sem que houvesse estudos que comprovassem o real benefício desse dispositivo em comparação com os tratamentos já existentes”, elucida a médica.

A especialista ainda diz que o cigarro eletrônico não traz benefício algum à saúde, muito pelo contrário, pode ocasionar prejuízos. “Não há indicação atual de se utilizar o cigarro eletrônico como alternativa ao cigarro convencional, visando diminuição dos riscos à saúde e nem como tratamento para cessar o tabagismo. Como contém nicotina, a utilização prolongada do eletrônico pode perpetuar a dependência à nicotina ou estimular sua iniciação, especialmente em adolescentes”, conclui.

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